20 de abril de 2018

Dona Ivone Lara (1922-2018)

Faleceu a nossa matriarca do samba, chamada de "rainha do samba de raiz" e "grande dama do samba". A primeira mulher a compor um samba enredo. Uma das fundadoras da Império Serrano. A primeira mulher a fazer parte da ala de compositores de uma escola. Paralelamente, trabalhou desde muito cedo, principalmente como funcionária pública em sanatório; depois de se aposentar e ficar viúva, caiu de cabeça e alma no samba, dedicando-se totalmente a ele e tornando-se já madura, conhecida nacionalmente com suas composições e parcerias. Teve suas músicas gravadas por Maria Bethânia, Beth Carvalho, Gal Costa, Arlindo Cruz, Elba Ramalho, Martinho da Vila, Clara Nunes, Roberto Ribeiro, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Roberta Sá, entre muitos outros. Virou samba enredo em 2012, pela Império Serrano. Cantou sempre, desde que se conhecia por gente; e ainda deixou cerca de 40 canções inéditas. Por tudo isso e mais, Dona Ivone Lara está no panteão dos maiores artistas criadores desta nação. Somada à sua coragem, pioneirismo e perseverança, a fez inesquecível e imprescindível para a cultura brasileira. Deus abençoe e proteja Dona Ivone Lara. ===================================================================================== https://www.youtube.com/watch?v=a9ykTI3Sbyo ========================================================================================= https://www.youtube.com/watch?v=vYpNkUkpCyI ========================================================================================= https://www.youtube.com/watch?v=BbuqTUR2q7E ========================================================================================= https://www.youtube.com/watch?v=62sy8HrruNI ========================================================================================= https://www.youtube.com/watch?v=VSwq7cw0mVI ========================================================================================= https://www.youtube.com/watch?v=E7xlPneEV3s =========================================================================================

17 de abril de 2018

Vagner Garcia

Depois do SidRock, falecido no mês passado ( e lembrado aqui no blog) este mês tivemos a despedida carnal de mais um grande representante do mercado fonográfico da região: Vagner Garcia, aos 62 anos. Soube pela coluna do Rick no ABC Repórter (abaixo), ele, que me apresentou o Vagner no ano passado em sua loja. O encontro foi rápido - ele indo, eu chegando - mas conseguimos ainda falar de alguns artistas - Rita Lee, irmãos Baptista, Guilherme Arantes - e da Belrus, claro, a antológica loja de discos em São Caetano frequentada por várias gerações. Vagner trabalhou lá nos anos 70, início dos 80 e depois em várias gravadoras. Quando comecei a frequentar a Belrus - 82-83 - ele já tinha saído. Muita gente que teve o privilégio de conversar com ele, seja em elucubrações musicais, dicas de discos, livros, e até como ponte para contatos em rádios e gravadoras, agradeceu nas redes sociais pela sua amizade, participação e convivência. No nosso encontro fortuito, trocamos telefones e eu fiquei de fazer uma entrevista com ele, para relembrarmos os bons tempos da Belrus. Não deu tempo. Que a sua passagem seja tranquila, Vagner!

16 de abril de 2018

J.D. McPherson

Outro dia fui visitar meu amigo de priscas eras, Dinho ( Adilson), que corta meu cabelo há milênios e tem salão no bairro também há milênios. Conversei muito com meu velho chapa e de quebra troquei muita figurinha com outro bastião/baluarte do bairro, o Luisão, fisioterapeuta, enfermeiro, bombeiro, colecionador de discos e agora, massagista em dias alternados lá no salão do Dinho. Conversamos muito sobre tudo, e principalmente discos e música. E ele acabou me mostrando um som que eu ainda não tinha botado meus ouvidos: o rockabilly/R&B/southern rock de J.D. McPherson. O cara começou sua carreira pra valer mesmo em 2009/2010, ou seja, ele é relativamente novo nas paradas, e o que mais me chamou a atenção, além da qualidade do som, é que J.D. e banda fazem questão não só de perpetuar toda uma história musical já clássica, mas inclusive resgatar arranjos e instrumentos de época. Nos últimos tempos a banda até incorporou ao som detalhes mais modernos, mas a tônica é retrô, sem soar apenas "revisited" ou diluidor, tendo sua própria identidade musical, mais ou menos como Stray Cats e outros poucos, que souberam revisitar com qualidade e criatividade própria sons dos anos 50/60. Bom, chega de papo - ouçam algumas músicas de J.D McPherson e tirem suas próprias conclusões.... https://www.youtube.com/watch?v=aZGn4LncY0g ********************************************************************************************************************** https://www.youtube.com/watch?v=-QGE2xjhEY0&index=1&list=RDEMwIcCBzud7h0t9UMFQLb6mw ********************************************************************************************************************* https://www.youtube.com/watch?v=rXn_O8yECCQ&list=RDEMwIcCBzud7h0t9UMFQLb6mw&index=3 ********************************************************************************************************************* https://www.youtube.com/watch?v=Hj5ZzXfTlpM *************************************************************************************************************************** https://www.youtube.com/watch?v=yDuFndJW4Uo **************************************************************************************************************************** https://www.youtube.com/watch?v=v_VWtNSIAa4 **************************************************************************************************************************** https://www.youtube.com/watch?v=Xg9f-q_TWeU *************************************************************************************************************************************

13 de abril de 2018

Grupo Rex (1966-1967)

Mais uma vez estava pesquisando uma coisa e caí em outra ...rs. Esbarrei no assunto "Grupo Rex" e acabei me aprofundando nessa história com muita curiosidade. O Grupo Rex teve como mentores Wesley Duke Lee (1931-2010), Geraldo de Barros (1923-1998) e Nelson Leirner (1932) e era complementado pelos alunos de Wesley, José Resende (1945), Carlos Fejardo ( 1941) e Frederico Nasser (1945). Em atuações e happenings irreverentes, irônicos, críticos, anticonvencionais e até de certa maneira anarquistas, agitaram a cidade de São Paulo em pouco menos de um ano de existência e deixaram aturdidos e zonzos tanto a intelligentsia artística da época como a própria ditadura ( que quando tentou entender o que estava acontecendo, já tinha passado). O estopim para a formação do grupo se deu antes, na debandada de vários artistas da exposição Propostas 65, na FAAP ( entre eles Wesley, Lerner e Geraldo) em protesto à retirada de um quadro de Décio Bar da mostra, por ser considerado "subversivo". Foi a deixa para que os três se aproximassem e criassem um grupo em formato "cooperativa". O nome "Rex" veio de termo utilizado pelo poeta Carlos Felipe Saldanha em seu texto de apresentação da exposição de Wesley Duke Lee na Galeria Atrium em 1964 ( uma das influências para o novo grupo). Duas forças motrizes foram geradas logo de cara: a Rex Gallery & Sons, local para as exposições e reuniões do grupo, e um veículo de divulgação das propostas e ideias, o jornal Rex Time, ambos criados para funcionarem como ferramentas alternativas às galerias, museus e publicações estabelecidas no mercado de arte. O editorial do 1 tinha a assinatura do editor Thomaz Souto Correa. O debut se deu com um baile, em junho de 1966, inaugurando a galeria.E já no primeiro número do Rex Time uma manchete de grande estardalhaço: " AVISO: é Guerra". Guerra no caso, ao mercado de arte como um todo, às críticas na grande imprensa, às "panelinhas" dos museus , bienais e galerias tradicionais, e guerra também ao próprio objeto de arte, que segundo o grupo, virara uma mercadoria, e só. Embora cada artista do Rex tivesse sua característica própria - Wesley, com forte influência da publicidade e com inspiração em Karl Plattner; Geraldo de Barros, unindo a arte e a fotografia desde seus tempos com a turma do concretismo na década de 50; Leirner, multifacetando várias influências modernas - o mote do grupo seguia o espírito livre e contestador do dadaismo e da Pop Art em manifestações com o carimbo do choque, do escândalo e do caos, com o intuito de ressuscitar o espírito crítico alternando arte e vida nas intervenções e chamando para isso, o público como parte dessas intervenções ; Seguiram-se exposições polêmicas, happenings surpreendentes e nem sempre compreendidos, projeções de filmes fora do circuito, edições de monografias fora de catálogo, etc etc. Diversão com entretenimento e conhecimento, eis o lema em todas as atividades. Essa barafunda criativa durou até 1967, quando um happening caótico e avassalador intitulado "Exposição-Não-Exposição" celebra o fim das atividades do grupo. O toque fatídico foi o anúncio de que as obras de Nelson Leirner podiam ser levadas da mostra, se conseguissem levar. Mesmo com vários obstáculos instalados - barras de ferro, correntes e cadeados - e um apagão não intencional, em tempo recorde de poucos minutos, a galeria ficou completamente vazia, após ser depredada pelo público ensandecido e de ter os quadros arrancados sem piedade das paredes e vendidos na própria saída do evento. A polícia chegou oito minutos depois da inauguração, mas nada mais pode fazer. Para Wesley Duke Lee, " foi um dos happenings mais perfeitos que fizemos". Esse foi o Grupo Rex. &&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&& As edições do Rex Time podem ser conferidas aqui: https://colecaolivrodeartista.wordpress.com/2014/09/15/rex-time/

5 de abril de 2018

Projeto da HP recupera nomes originais de escritoras que publicaram sob pseudônimo masculino

Hoje apareceu nos principais sites publicitários e de comunicação uma ação bem interessante da HP, com criação da AlmapBBDO, em que escritoras que publicaram sob pseudônimo masculino têm as capas de seus livros recriadas, desta vez com o nome original de batismo. O projeto, "Original Writers", além de homenagear as autoras, tem o intuito de reparar (mesmo tarde) este equívoco histórico, que infelizmente continuou até a virada do século, visto que a bem sucedida J.K. Rowling, criadora da série Harry Potter, admitiu que ocultou seu nome "Joanne", incentivada por agentes literários, para poder publicar seu primeiro livro. Nessa etapa inicial do projeto foram retomadas sete obras de sete escritoras do século 19 e começo do século 20: George Sand é Amandine Dupin na capa de “Valentine”; Fernán Caballero é Cecilia B. Larrea em “La Gaviota”; Raoul de Navery dá lugar a Eugénie-Caroline Saffray em “A Filha do Bosque”; George Eliot é Mary Ann Evans em “How Lisa Loved the King”; Vernon Lee vira Violet Paget em “The Spirit of Rome”; André Léo cede espaço para Victory L. Béra em “Les Deux Filles de Monsieur Plichon” e Pierre de Coulevain surge como Jeanne Philomène Laperche em “Eve Triumphant”. As obras estão disponíveis na plataforma do projeto e podem ser lidas, baixadas e impressas gratuitamente, com capa nova e páginas internas na íntegra (na língua original), além de constar no site breves perfis biográficos das autoras selecionadas. As imagens de três das sete obras refeitas estão aqui embaixo e lá em cima.
a página do projeto é essa: http://www.hporiginalwriters.com/pt

2 de abril de 2018

Stevie Wonder e a música brasileira

Stevie Wonder adora música brasileira, já tocou com muitos músicos daqui e sempre que pode coloca trechos e músicas brasileiras em seus shows ( incluindo a versão de Sá Marina, "Pretty World", que não é dele, e "Você Abusou" de Antonio Carlos & Jocafi, só trecho) . Muitas músicas de sua lavra, inclusive, trazem componentes fortes da música de cá , principalmente bossa-nova. Mesmo com essa constatação sedimentada, pouco se fala na música mais brasileira de sua extensa produção, a homenagem ao Brasil "Bird of Beauty" (de seu excelente álbum de 1974, "Fulfillingness' First Finale"), que entrou discretamente na trilha internacional da novela "O Rebu", exibida na Globo entre 1974/1975, quando ainda havia a "novela das 10". Destaque para o trecho em português "Tudo bem, você deve descansar a sua mente/ Não faz mal o que vai acontecer daqui pra frente/ Vai cantar a alegria que sacode de repente/ O seu coração assim, tão feliz/ Já vai cantar, Carnaval" ( no 2:21). ////// https://www.youtube.com/watch?v=zuy6QSVPsus //////

31 de março de 2018

Elomar e João Omar (25/03/2018 - Sesc Pinheiros)

Conheço a obra de Elomar desde os anos 80, quando ouvi logo que saiu pela Quarup aqueles dois já clássicos "Cantoria", dois dos mais significativos lançamentos de nossa música brasileira naquela década. Com o mestre Elomar ao lado de Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo, os dois LPs enfileiravam obras que têm em comum a composição própria para o violão e uma música nordestina fincada no sertão. Amor a primeira vista! Fui atrás de tudo o que Elomar já tinha feito e descobri maravilhosas canções "medievais" tendo o sertão como prumo em letras que parecem proclamar um dialeto próprio, recheado de latim e eruditismo, mas que na verdade traz a real crônica do Brasil profundo de grotões e infinitas caatingas no linguajar castiço, no mesmo trotar de Guimarães Rosa. Elomar veio agora em março para São Paulo, mais precisamente em show compacto no Sesc Pinheiros e aos 80 anos, ao lado do esplêndido filho João Omar (regente, ótimo instrumentista e cantos afinadíssimo), me fez chorar de emoção ( e a minha família), com sua voz intacta, seu violão ainda surpreendente e seus silêncios bem colocados. O mestre continua fazendo questão de contar uns "causos" antes de cada música, e chegou a reclamar da comida cara de São Paulo e das "burocracias" do Sesc Pinheiros com relação a entrada e saída dos artistas ( e com razão). Mas no decorrer do show o que se viu/ouviu foi poesia em estado bruto, música de raiz ( e entroncamentos que nos levam à Bach, Chopin, Heitor Villa Lobos, movimento armorial, árias, operetas, etc, etc) e um respeito profundo à arte e às tradições. Obrigado, mestre Elomar, por oferecer ainda tanta lucidez e honestidade!

29 de março de 2018

Baú do Malu 74 : três revistas de terror

Em meu acervo de quadrinhos tenho um grande apreço pelas revistas clássicas de terror, publicações que marcaram época desde os anos 50 no Brasil e tiveram pelo menos três períodos de grande projeção - 1951-1961; 1966-1973; 1979-1985. Neste baú selecionei três exemplares da segunda fase do terror brasileiro, quando a Continental/Outubro tinha virado Taíka, a La Selva entrava em decadência e pequenas editoras surgiam, muitas reprisando material da primeira fase do terror, caso da Regiart (depois Jotaesse), Trieste e Roval. Essas revistas não informam muito em seus expedientes, daí as observações e dúvidas.
"Contos Magazine apresenta: O Vampiro - nº 19 ( Editora Jotaesse - anos 70) . 1ª história: "O Farol Fantasma" ( a página vem assinada por Stan Lee. Não está assinada mas segundo me informou o Toni Rodrigues - corroborado pelo Ota - os desenhos são de George Tuska). 2ª história: "Este Mundo Fantástico" ( apenas 1 página. sem crédito). 3ª história: "A Marca do Vampiro" ( argumento e desenhos de Juarez Odilon); 4ª história: "Olhe para trás" ( sem crédito); 5ª história: "A 12ª Cela ( argumento de Gedeone, desenhos de Fernando). Capa: sem crédito.
Seleções de Terror 19( Ed. Taíka - Fevereiro de 1973). 1ª história - "O Escravo do Mal" (arte e argumento de Joseval); 2ª história - "Justiça Macabra" ( arte e argumento: Caetano); 3ª história: "Um Pacto com o Demônio!" ( sem crédito); 4ª história: O criador de Lobisomens ( arte e argumento: Arellano, pseudônimo de Lyrio Aragão). O ano 1973 é chute - como não aparece no expediente, me baseei no código da capa. Capa, aliás, brilhantemente desenhada pelo mestre Nico Rosso.
Seleções de Terror apresenta "Zarapelho" ( nº 6 mês 6 - curiosamente no Guia dos Quadrinhos aparece outra edição de Zarapelho com essa mesma capa, mas como número 1). Capa: desenho de Eugenio Colonnese. 1ª história: "Volte!" ( produção Nico Rosso; argumento Marilda Camargo; colaboradores na arte: Josmar e J.B. Rosa); 2ª história: "Mistério" ( texto: R.F. Lucchetti; Desenhos: Osvaldo Talo ; letras P.I. Fukue); 3ª história: "A Mão de Procolovo" ( sem crédito - distribuído por Ed Rod Produções Artísticas); 4ª história: "Uma Casa Diferente" ( argumento: Helena Fonseca; desenhos: Nico Rosso; letras: P.I.Fukue) . Anúncios: Seleções de Terrir ( desenhos de Nico Rosso) ; Curso Comics ( da Edrel; não citada) e A Técnica do Desenho ( de Jayme Cortez). Nestes anúncios tem-se uma verdadeira "salada russa": o primeiro anúncio é da própria Taíka; o segundo é da EDREL; o terceiro é livros Orion/ Edições Outubro . E aí aparece mais uma confusão: a Taíka não é nome sucessor da Outubro? Como esse selo ainda existia? era só para livros?

28 de março de 2018

Malandro JB, com João Nogueira

Faz pouco que o JB, centenário veículo carioca de imprensa, voltou a existir em papel e a ser vendido nas bancas. Aí eu estava procurando outra coisa no Youtube ( é sempre assim!) e bato de frente com esse samba brilhantemente interpretado pelo João Nogueira ( composto por Renato Barbosa e Nei Lopes) em um programa da TV Cultura. A letra é uma crítica bem engendrada e irônica ao jornalismo musical, citando Caderno B (o caderno cultural do JB), A Rádio Mundial ( tradicional rádio carioca, com esse nome desde 1948), Tinhorão ( José Ramos Tinhorão, polêmico crítico musical, colaborador eventual do JB) e a Condessa Pereira Carneiro ( ex-diretora-presidente do jornal de 1953 a 1983). Saudades do "samba- crônica"! //////////////////////////////////////////// https://www.youtube.com/watch?v=Jrao-YDdFDs

27 de março de 2018

Um poema escolhido para a coletânea "Poesias de Amor" do Projeto Apparere

O Projeto Apparere da plataforma literária PerSe continuamente lança coletâneas temáticas e sempre que tenho oportunidade me inscrevo e participo da seleção de autores. Na semana passada soube que vou participar mais uma vez de uma coletânea do projeto - esta última com o tema "Amor". O poema escolhido é "Tanto" que fiz em 2016 para minha musa Cris. Segue abaixo o poema e a capa escolhida pelos escritores selecionados, de autoria de M. A. Thompson.
TANTO _______________________ Meu amor por você é tanto__________________________ Que de repente como por encanto____________________ Sei de todos os pássaros o canto_________________ E tudo no mundo onde sopra vento_______________ As línguas todas e até o Esperanto_______________ O sal da terra, o som no ar, o tempo______________ Meu amor por você é tanto, tanto__________________ Que para o meu total espanto____________________ Todo santo dia eu me reinvento______________________