23 de novembro de 2017

A espetacular arte fotográfica de Jason M. Peterson


Dica preciosa da Mylena Fontes na página virtual da revista Piauí: as fotos espetaculares em PB do fotógrafo americano Jason M. Peterson. O fotógrafo é diretos de criação da Havas North America e publica suas imagens no Instagram, onde já tem mais de 1 milhão de seguidores. Sombras, contrastes, movimentos, ângulos inusitados - sua arte transpira urbanidade e criatividade!





Matéria completa com mais fotos, aqui:

http://www.zupi.com.br/belas-fotos-em-preto-e-branco-de-jason-m-peterson/

22 de novembro de 2017

Stones! ( photo by Gabriel Canos)


Em momento de descontração com meu filho guitarreiro, fizemos de brincadeira um "mar stoneano" a minha volta. São 36 anos de coleção, desde que comprei na loja o LP "Tatto You" em 1981. Eu tinha 13 para 14 anos e já ouvia os Stones no rádio. Ali, a banda já era minha "favorita de todos os tempos". Hoje, estou envelhecendo e eles ainda estão na ativa! Viva os Rolling Stones!

21 de novembro de 2017

Bambas do Broadcasting ( mais uma foto)


Bambas do Broadcasting era um conjunto de baile e de apresentações em emissoras de rádio formado nos anos 40 na região do Ipiranga. Um dos integrantes, Florindo Gallo, é pai da minha sogra, Dona Ivete, e foi ela que resgatou mais essa rara fotografia do grupo ( a outra foi publicada em post anterior, aqui: http://almanaquedomalu.blogspot.com.br/2014/06/bambas-do-broadcasting.html) . Na verdade, a nova foto não foi escaneada, mas fotografada diretamente por celular do acervo ( casa de parentes), daí a qualidade da imagem ficar prejudicada, mas diante de tal achado, valeu a intenção.
Na foto vemos Gallo ( sobrenome e nome artístico de Florindo - na esquerda, embaixo), Rubens ( esquerda, acima), Ezequiel ( bem ao centro), Ataliba ( direita, embaixo) e Pedrinho ( direita, acima).

17 de novembro de 2017

Baú do Malu 73: Partitura de "A Mulher do Leiteiro" (1942)


Essa linda partitura com ilustrações sublimes de Mendez traz a composição "A Mulher do Leiteiro", sucesso do Carnaval de 1942 interpretado pela impávida Aracy de Almeida e composta pelo especialista em marchinhas Haroldo Lobo (aqui com Milton de Oliveira). Uma bela moldura para uma canção típica da época, expondo os costumes e as mazelas da classe menos abastada da sociedade brasileira.






E para quem quer ouvir a gravação original, aqui está:

https://www.youtube.com/watch?v=F7fS4cgPtbo

14 de novembro de 2017

Furador de papel, 131 anos



A pesquisa do Google às vezes surpreende. Hoje, 14/11/2017, fico sabendo na página inicial do buscador que o providencial furador de papel completa 131 anos de existência. Para a efeméride, um Doodle animado em clima de carnaval adiantado. Aliás, foi a partir daí que foram inventados os confetes?

10 de novembro de 2017

Foto do Mês: imóvel histórico em Santo André


Andando por aí ainda podemos topar com resquícios da História, ainda que o deterioramento, o descaso e a omissão contribuam para a "desmemória" generalizada da região. Na vizinha Santo André, ali perto do Colégio Singular, no centro da cidade, encontrei uma vila histórica completamente detonada, com saída para o calçadão da Oliveira Lima onde ainda convivem casas antigas com costureiras em plena atividade e imóveis abandonados ( como o da foto) de arquitetura inusitada. Há ainda um arco de azulejo na entrada com algumas poucas letras que sobraram (Villa...) - só não tirei foto porque meu celular descarregou. Na próxima eu tiro.

8 de novembro de 2017

Capa do Mês: Wings Comics nº° 104 ( Abril de 1949)


Revista clássica da Fiction House com personagens de aventura. Os heróis nesta fase pós-2ªGuerra ainda combatiam no front e variavam entre combatentes das forças armadas/aviadores e super-heróis com uniformes especiais. Na edição estrelam o famoso Captain Wings, a mocinha Jane Martin,King of the Congo, The Phanton Falcon , Suicide Smith ( que nome é este?) e Ghost Squadron. Uma época exagerada, superficial e tosca onde os editores estavam atirando para todos os lados. Mas
que deixou um legado de capas exuberantes e chamativas como esta.
A capa não está assinada.

31 de outubro de 2017

Betinho Moraes: Um Guitarrista com a Corda Toda

Saiu do forno o fanzine/livreto "Betinho Moraes - Um Guitarrista com a Corda Toda", obra que eu estava burilando há alguns meses e que agora veio à luz. Betinho Moraes foi uma figura fundamental para se entender  a música, a loucura e a criatividade dos incandescentes anos das décadas finais do século XX. Naturalmente underground, passou por bandas obscuras do ABC até entrar para o Devotos de NSDA do Luiz Thunderbird e em seguida para o Kães Vadius, a primeira banda de psychobilly do Brasil. Além de tocar muito qualquer estilo musical, Betinho colecionou histórias tragicômicas, surreais e emocionantes, muitas delas por conta de sua maneira intensa e à flor da pele de viver a vida. Vida que acabou escorrendo pelas suas mãos muito cedo, mas que deixou um rastro profundo e inesquecível nos caminhos boêmios e intensos da nossa juventude oitentista. Betinho Moraes inaugura a série "Sons do ABC" ( esse é o número zero) que eu espero ter vida longa, mesmo independente/ às próprias custas. Muitos amigos colaboraram com depoimentos, fotos, memorabilia e dicas. Fica aqui meu agradecimento sincero ( e lá no fanzine a inclusão de cada um nos agradecimentos oficiais). Em breve, posto aqui como, onde e quando se dará o lançamento. Viva Betinho Moraes!




29 de outubro de 2017

Torquato Neto: Todas as Horas do Fim

Ontem foi uma noite especialmente mágica: recebi convite do diretor Eduardo Ades para assistir a estreia do filme "Torquato Neto: Todas as Horas do Fim" em São Paulo, dentro da Mostra de Cinema  que rola até o início de novembro em toda a cidade. A sessão era no Cinema Itaú do Shopping Frei Caneca e fui com muita expectativa junto à family assistir ao documentário sobre a vida e obra do enigmático poeta piauiense, peça chave do tropicalismo e da contracultura da virada dos 60 para os 70. A direção e roteiro tem a mão dos diretores Eduardo Ades e Marcus Fernando e traz uma película muito bem pesquisada mas que não caiu propositalmente no caminho da biografia óbvia e já tão documentada e comentada. É um filme de sensações principalmente, com trechos de filmes famosos ( Macunaíma, Deus e o Diabo na Terra do Sol, O Bandido da Luz Vermelha, entre outros, além dos filmes mais obscuros e os ligados à Torquato, principalmente "Nosferato no Brasil" de Ivan Cardoso, que teve o poeta como protagonista) cenas reais da época ( ruas de Copacabana, madrugada carioca, Dunas da "Gal", exílio dos tropicalistas) e momentos cruciais da música e da política ( programas e festivais na TV, passeata dos Cem Mil, festa do disco Tropicália na Estudantina, cenas violentas da repressão militar, programa do Chacrinha). Digo "sensações" porque optou-se pelo lado poético de Torquato, pois como um dos entrevistados frisou bem em seu depoimento, ele sempre botou poesia onde passou - música, cinema, jornalismo, literatura, arte marginal. E o que se percebe durante as quase 1 hora e meia de filme é a intervenção explícita de Torquato em todas as cenas expostas, seja em áudio na primeira pessoa ( a maioria feita por dois atores) seja em aparições reais ( fotos e cenas raras do poeta - uma que chama muita atenção é ele na janelinha de um jato Varig acenando para fora antes de zarpar para Londres). Mesmo as imagens da época em que não está de corpo presente trazem a impressão de que seu olhar perscruta tudo ao redor. Embrulhando tudo isto, sua poesia e letra escorre na tela, em trechos, manuscritos, declamações e interpretações emocionantes das suas letras em música - desde as bossas singelas e canções de lembranças nordestinas do início de carreira, passando para as composições ditas tropicalistas e parcerias ecléticas ( com Edu Lobo - a magnífica Pra Dizer Adeus - , Luiz Melodia, Jards Macalé, Renato Piau, entre outros). Gilberto Gil foi o parceiro mais constante, pelo menos até o rompimento da parceria, que se deu no momento do exílio dos baianos em 1969 - e que segundo depoimentos de Gil e Caetano aconteceu sem nenhuma briga formal. A veia jornalística surge de leve - apenas sua coluna Geléia Geral aparece com mais destaque - prevalecendo a imagem mais cinematográfica ( Nosferato percorre toda a parte final do documentário, justamente a fase em que Torquato é internado mais vezes, luta com o alcoolismo e rompe com amizades e projetos) e contracultural ( cenas raras com seu amigo Helio Oiticica e imagens e transcrição de carta sobre a revista literária Navilouca, de número único, produzida junto dos amigos poetas concretistas). No final da sessão, depois dos letreiros tendo ao fundo "Go Back" ( letra de Torquato e música de Sergio Britto gravada pelos Titãs) rolou uma rápido bate-papo com os diretores e ficou ainda mais clara a proposta da produção: uma pessoa na plateia sentiu falta no filme do suposto "affair" entre Torquato e Caetano, e a resposta dada foi que essa suposição não ficou registrada/marcada na obra de Torquato, ficando, portanto, à revelia do enredo, que preferiu focar no romance/casamento com Ana, parceira efetiva/afetiva em sua vida e que lhe deu o filho único Thiago ( que estava presente na plateia). Outro assunto já batido que acabou de fora da edição final foi "Cajuína", música escrita por Caetano quando se encontrou com o pai de Torquato algum tempo depois de sua morte. O suicídio no dia de seu aniversário de 28 anos é tratado com sutileza e cuidado durante toda a película - o que não quer dizer que foi minimizado, pelo contrário. Depoimentos diversos citam essa tragédia pessoal, alguns lembrando que o tema morte era sempre comentado por Torquato - que de uma pessoa doce e contida, podia se transformar depois de doses a mais em um sujeito agitado, agressivo e melancólico. O cineasta Ivan Cardoso, sempre espirituoso, cita que Torquato foi um drácula legítimo ( Nosferato de novo), mesmo quer insistisse em usar sandálias alparcatas hippies por baixo de seu traje sinistro, e que como tal, pode reaparecer a qualquer momento. Torquato reparece sim - em canções póstumas, em homenagens diversas, em matérias especiais, em livro - Toninho Vaz, que acabou de finalizar a biografia de Zé Rodrix - fez uma obra excelente sobre ele-, e agora nesse belo filme, que longe de ser uma biografia completa, exala poesia e vida por todos os seus poros, sem esconder as tragédias, mas exaltando a arte transcendental e contracultural de Torquato Neto.


27 de outubro de 2017

Fats Domino (1928-2017)


Fats Domino é um pioneiro e um sobrevivente. Pioneiro porque foi um dos primeiros a transformar o rhytm'blues em um novo som chamado rock and roll ( com gravações ainda no final dos anos 40). Sobrevivente porque conseguiu com seu talento inato de compositor e instrumentista passar por preconceitos sociais e tendências pré-estabelecidas do establishment musical, alcançando as paradas em muitos momentos e há alguns anos atrás ter literalmente sobrevivido à catástrofe que se abateu sob New Orleans, com o advento do Furacão Katrina ( mais precisamente em 2005). Os noticiários o tinham como morto pois seu bairro inteiro fora devastado pela força do furacão, mas no ano seguinte ele reapareceu, e sua lenda pessoal ficou ainda mais impressionante ( leiam esse caso com mais detalhes aqui - http://cultura.estadao.com.br/noticias/musica,fats-domino-pianista-lendario-do-rock-and-roll-morre-em-new-orleans,70002060255 ). Nesta semana ele faleceu de causas naturais aos 89 anos e deixou um legado artístico legítimo e fundamental para a compreensão da evolução da música do século XX. Fats foi influência para muitos, a começar pelo King Elvis Presley, que no final de vida o reverenciou como peça chave em seu início de carreira; e Paul McCartney, que visualizou na mente sua performance arrebatadora para compor Lady Madonna para os Beatles. Em cada pianista do pop e do rock dos anos 60/70 havia um bocado de Fats Domino em seu tempero ( Elton John, Billy Joel, Billy Preston, Nicky Hopkins, Steve Winwood, etc). O lendário Fats Domino, compositor de uma música muitas vezes simples, mas sempre pungente e vibrante, descansou afinal seu corpo físico, mas está desde sempre em nossos corações e ouvidos, graças ao bom Deus.

https://www.youtube.com/watch?v=sJqlmRM-Oyc