23 de novembro de 2017

A espetacular arte fotográfica de Jason M. Peterson


Dica preciosa da Mylena Fontes na página virtual da revista Piauí: as fotos espetaculares em PB do fotógrafo americano Jason M. Peterson. O fotógrafo é diretos de criação da Havas North America e publica suas imagens no Instagram, onde já tem mais de 1 milhão de seguidores. Sombras, contrastes, movimentos, ângulos inusitados - sua arte transpira urbanidade e criatividade!





Matéria completa com mais fotos, aqui:

http://www.zupi.com.br/belas-fotos-em-preto-e-branco-de-jason-m-peterson/

22 de novembro de 2017

Stones! ( photo by Gabriel Canos)


Em momento de descontração com meu filho guitarreiro, fizemos de brincadeira um "mar stoneano" a minha volta. São 36 anos de coleção, desde que comprei na loja o LP "Tatto You" em 1981. Eu tinha 13 para 14 anos e já ouvia os Stones no rádio. Ali, a banda já era minha "favorita de todos os tempos". Hoje, estou envelhecendo e eles ainda estão na ativa! Viva os Rolling Stones!

21 de novembro de 2017

Bambas do Broadcasting ( mais uma foto)


Bambas do Broadcasting era um conjunto de baile e de apresentações em emissoras de rádio formado nos anos 40 na região do Ipiranga. Um dos integrantes, Florindo Gallo, é pai da minha sogra, Dona Ivete, e foi ela que resgatou mais essa rara fotografia do grupo ( a outra foi publicada em post anterior, aqui: http://almanaquedomalu.blogspot.com.br/2014/06/bambas-do-broadcasting.html) . Na verdade, a nova foto não foi escaneada, mas fotografada diretamente por celular do acervo ( casa de parentes), daí a qualidade da imagem ficar prejudicada, mas diante de tal achado, valeu a intenção.
Na foto vemos Gallo ( sobrenome e nome artístico de Florindo - na esquerda, embaixo), Rubens ( esquerda, acima), Ezequiel ( bem ao centro), Ataliba ( direita, embaixo) e Pedrinho ( direita, acima).

17 de novembro de 2017

Baú do Malu 73: Partitura de "A Mulher do Leiteiro" (1942)


Essa linda partitura com ilustrações sublimes de Mendez traz a composição "A Mulher do Leiteiro", sucesso do Carnaval de 1942 interpretado pela impávida Aracy de Almeida e composta pelo especialista em marchinhas Haroldo Lobo (aqui com Milton de Oliveira). Uma bela moldura para uma canção típica da época, expondo os costumes e as mazelas da classe menos abastada da sociedade brasileira.






E para quem quer ouvir a gravação original, aqui está:

https://www.youtube.com/watch?v=F7fS4cgPtbo

14 de novembro de 2017

Furador de papel, 131 anos



A pesquisa do Google às vezes surpreende. Hoje, 14/11/2017, fico sabendo na página inicial do buscador que o providencial furador de papel completa 131 anos de existência. Para a efeméride, um Doodle animado em clima de carnaval adiantado. Aliás, foi a partir daí que foram inventados os confetes?

10 de novembro de 2017

Foto do Mês: imóvel histórico em Santo André


Andando por aí ainda podemos topar com resquícios da História, ainda que o deterioramento, o descaso e a omissão contribuam para a "desmemória" generalizada da região. Na vizinha Santo André, ali perto do Colégio Singular, no centro da cidade, encontrei uma vila histórica completamente detonada, com saída para o calçadão da Oliveira Lima onde ainda convivem casas antigas com costureiras em plena atividade e imóveis abandonados ( como o da foto) de arquitetura inusitada. Há ainda um arco de azulejo na entrada com algumas poucas letras que sobraram (Villa...) - só não tirei foto porque meu celular descarregou. Na próxima eu tiro.

8 de novembro de 2017

Capa do Mês: Wings Comics nº° 104 ( Abril de 1949)


Revista clássica da Fiction House com personagens de aventura. Os heróis nesta fase pós-2ªGuerra ainda combatiam no front e variavam entre combatentes das forças armadas/aviadores e super-heróis com uniformes especiais. Na edição estrelam o famoso Captain Wings, a mocinha Jane Martin,King of the Congo, The Phanton Falcon , Suicide Smith ( que nome é este?) e Ghost Squadron. Uma época exagerada, superficial e tosca onde os editores estavam atirando para todos os lados. Mas
que deixou um legado de capas exuberantes e chamativas como esta.
A capa não está assinada.

31 de outubro de 2017

Betinho Moraes: Um Guitarrista com a Corda Toda

Saiu do forno o fanzine/livreto "Betinho Moraes - Um Guitarrista com a Corda Toda", obra que eu estava burilando há alguns meses e que agora veio à luz. Betinho Moraes foi uma figura fundamental para se entender  a música, a loucura e a criatividade dos incandescentes anos das décadas finais do século XX. Naturalmente underground, passou por bandas obscuras do ABC até entrar para o Devotos de NSDA do Luiz Thunderbird e em seguida para o Kães Vadius, a primeira banda de psychobilly do Brasil. Além de tocar muito qualquer estilo musical, Betinho colecionou histórias tragicômicas, surreais e emocionantes, muitas delas por conta de sua maneira intensa e à flor da pele de viver a vida. Vida que acabou escorrendo pelas suas mãos muito cedo, mas que deixou um rastro profundo e inesquecível nos caminhos boêmios e intensos da nossa juventude oitentista. Betinho Moraes inaugura a série "Sons do ABC" ( esse é o número zero) que eu espero ter vida longa, mesmo independente/ às próprias custas. Muitos amigos colaboraram com depoimentos, fotos, memorabilia e dicas. Fica aqui meu agradecimento sincero ( e lá no fanzine a inclusão de cada um nos agradecimentos oficiais). Em breve, posto aqui como, onde e quando se dará o lançamento. Viva Betinho Moraes!




29 de outubro de 2017

Torquato Neto: Todas as Horas do Fim

Ontem foi uma noite especialmente mágica: recebi convite do diretor Eduardo Ades para assistir a estreia do filme "Torquato Neto: Todas as Horas do Fim" em São Paulo, dentro da Mostra de Cinema  que rola até o início de novembro em toda a cidade. A sessão era no Cinema Itaú do Shopping Frei Caneca e fui com muita expectativa junto à family assistir ao documentário sobre a vida e obra do enigmático poeta piauiense, peça chave do tropicalismo e da contracultura da virada dos 60 para os 70. A direção e roteiro tem a mão dos diretores Eduardo Ades e Marcus Fernando e traz uma película muito bem pesquisada mas que não caiu propositalmente no caminho da biografia óbvia e já tão documentada e comentada. É um filme de sensações principalmente, com trechos de filmes famosos ( Macunaíma, Deus e o Diabo na Terra do Sol, O Bandido da Luz Vermelha, entre outros, além dos filmes mais obscuros e os ligados à Torquato, principalmente "Nosferato no Brasil" de Ivan Cardoso, que teve o poeta como protagonista) cenas reais da época ( ruas de Copacabana, madrugada carioca, Dunas da "Gal", exílio dos tropicalistas) e momentos cruciais da música e da política ( programas e festivais na TV, passeata dos Cem Mil, festa do disco Tropicália na Estudantina, cenas violentas da repressão militar, programa do Chacrinha). Digo "sensações" porque optou-se pelo lado poético de Torquato, pois como um dos entrevistados frisou bem em seu depoimento, ele sempre botou poesia onde passou - música, cinema, jornalismo, literatura, arte marginal. E o que se percebe durante as quase 1 hora e meia de filme é a intervenção explícita de Torquato em todas as cenas expostas, seja em áudio na primeira pessoa ( a maioria feita por dois atores) seja em aparições reais ( fotos e cenas raras do poeta - uma que chama muita atenção é ele na janelinha de um jato Varig acenando para fora antes de zarpar para Londres). Mesmo as imagens da época em que não está de corpo presente trazem a impressão de que seu olhar perscruta tudo ao redor. Embrulhando tudo isto, sua poesia e letra escorre na tela, em trechos, manuscritos, declamações e interpretações emocionantes das suas letras em música - desde as bossas singelas e canções de lembranças nordestinas do início de carreira, passando para as composições ditas tropicalistas e parcerias ecléticas ( com Edu Lobo - a magnífica Pra Dizer Adeus - , Luiz Melodia, Jards Macalé, Renato Piau, entre outros). Gilberto Gil foi o parceiro mais constante, pelo menos até o rompimento da parceria, que se deu no momento do exílio dos baianos em 1969 - e que segundo depoimentos de Gil e Caetano aconteceu sem nenhuma briga formal. A veia jornalística surge de leve - apenas sua coluna Geléia Geral aparece com mais destaque - prevalecendo a imagem mais cinematográfica ( Nosferato percorre toda a parte final do documentário, justamente a fase em que Torquato é internado mais vezes, luta com o alcoolismo e rompe com amizades e projetos) e contracultural ( cenas raras com seu amigo Helio Oiticica e imagens e transcrição de carta sobre a revista literária Navilouca, de número único, produzida junto dos amigos poetas concretistas). No final da sessão, depois dos letreiros tendo ao fundo "Go Back" ( letra de Torquato e música de Sergio Britto gravada pelos Titãs) rolou uma rápido bate-papo com os diretores e ficou ainda mais clara a proposta da produção: uma pessoa na plateia sentiu falta no filme do suposto "affair" entre Torquato e Caetano, e a resposta dada foi que essa suposição não ficou registrada/marcada na obra de Torquato, ficando, portanto, à revelia do enredo, que preferiu focar no romance/casamento com Ana, parceira efetiva/afetiva em sua vida e que lhe deu o filho único Thiago ( que estava presente na plateia). Outro assunto já batido que acabou de fora da edição final foi "Cajuína", música escrita por Caetano quando se encontrou com o pai de Torquato algum tempo depois de sua morte. O suicídio no dia de seu aniversário de 28 anos é tratado com sutileza e cuidado durante toda a película - o que não quer dizer que foi minimizado, pelo contrário. Depoimentos diversos citam essa tragédia pessoal, alguns lembrando que o tema morte era sempre comentado por Torquato - que de uma pessoa doce e contida, podia se transformar depois de doses a mais em um sujeito agitado, agressivo e melancólico. O cineasta Ivan Cardoso, sempre espirituoso, cita que Torquato foi um drácula legítimo ( Nosferato de novo), mesmo quer insistisse em usar sandálias alparcatas hippies por baixo de seu traje sinistro, e que como tal, pode reaparecer a qualquer momento. Torquato reparece sim - em canções póstumas, em homenagens diversas, em matérias especiais, em livro - Toninho Vaz, que acabou de finalizar a biografia de Zé Rodrix - fez uma obra excelente sobre ele-, e agora nesse belo filme, que longe de ser uma biografia completa, exala poesia e vida por todos os seus poros, sem esconder as tragédias, mas exaltando a arte transcendental e contracultural de Torquato Neto.


27 de outubro de 2017

Fats Domino (1928-2017)


Fats Domino é um pioneiro e um sobrevivente. Pioneiro porque foi um dos primeiros a transformar o rhytm'blues em um novo som chamado rock and roll ( com gravações ainda no final dos anos 40). Sobrevivente porque conseguiu com seu talento inato de compositor e instrumentista passar por preconceitos sociais e tendências pré-estabelecidas do establishment musical, alcançando as paradas em muitos momentos e há alguns anos atrás ter literalmente sobrevivido à catástrofe que se abateu sob New Orleans, com o advento do Furacão Katrina ( mais precisamente em 2005). Os noticiários o tinham como morto pois seu bairro inteiro fora devastado pela força do furacão, mas no ano seguinte ele reapareceu, e sua lenda pessoal ficou ainda mais impressionante ( leiam esse caso com mais detalhes aqui - http://cultura.estadao.com.br/noticias/musica,fats-domino-pianista-lendario-do-rock-and-roll-morre-em-new-orleans,70002060255 ). Nesta semana ele faleceu de causas naturais aos 89 anos e deixou um legado artístico legítimo e fundamental para a compreensão da evolução da música do século XX. Fats foi influência para muitos, a começar pelo King Elvis Presley, que no final de vida o reverenciou como peça chave em seu início de carreira; e Paul McCartney, que visualizou na mente sua performance arrebatadora para compor Lady Madonna para os Beatles. Em cada pianista do pop e do rock dos anos 60/70 havia um bocado de Fats Domino em seu tempero ( Elton John, Billy Joel, Billy Preston, Nicky Hopkins, Steve Winwood, etc). O lendário Fats Domino, compositor de uma música muitas vezes simples, mas sempre pungente e vibrante, descansou afinal seu corpo físico, mas está desde sempre em nossos corações e ouvidos, graças ao bom Deus.

https://www.youtube.com/watch?v=sJqlmRM-Oyc

24 de outubro de 2017

Nani homenageia Ziraldo, 85


O sempre ótimo Nani postou há pouco nas redes sua homenagem ao amigo Ziraldo, que completa 85 anos. O mestre Ziraldo continua com muita disposição e muitos projetos e espero que ele permaneça assim por muitos anos ainda, para que sua arte siga nos surpreendendo e deixando esse planeta mais inteligente e lúcido. Viva mestre Ziraldo !

20 de outubro de 2017

A Kombi traz o espírito de "Woodstock"

divulgação Volkswagen
Esse belíssimo filme, intitulado Rain, foi produzido para uma promoção da Volkswagen e traz a icônica Kombi em seu habitat natural, ou seja, ao lado da comunidade hippie em Woodstock  onde tão bem representou o "veículo comunitário" de uma geração. Na película de 60 segundos, tendo ao fundo o hino "With a Little Help from My Friends", que explodiu no festival na interpretação pungente e arrebatadora de Joe Cocker, o espírito de coletividade, esperança e união -  cartas fora do baralho atual da globalização fragmentada - se faz presente como um pedido do tempo ao mundo.


http://adnews.com.br/publicidade/volkswagen-celebra-com-nostalgia-seus-anos-incriveis.html


https://www.youtube.com/watch?v=342QpEFmRpU



17 de outubro de 2017

Bichos do Mês: Tatuzinho e Besourinho


Abrindo os trabalhos para uma nova atração fotográfica do blog, incio esse "Bichos do Mês" com duas simpáticas criaturinhas que passeavam em minha calçada neste outubro de temperaturas extremas: 1 - um Tatuzinho, espécie lendário de minha infância  /junto ao nobre Louva-a-Deus/  que dispõe de centenas de patas e tem como característica se enrolar como uma bola ao ser cutucado e 2 - um Besouro Negro, que eu costumo ver por aqui vez em quando, mas não sei precisar o nome correto  /se passar um entendido em Zoologia por aqui, por favor.../ Este especificamente tem um corpo bem fino.

A minha região, Grande ABC Paulista, embora urbana, é repleta de aves e animais minúsculos. Tentarei, mesmo sabendo que o celular não é exatamente uma ferramenta ideal para este tipo de observação, trazer para esta página um pouco desta fauna que se esconde nas ranhuras, galhos, copas e fissuras do concreto e do chão urbano.







10 de outubro de 2017

"Arbustinho", de Edú, no Tiras Memory

Eu já postei sobre o Tiras Memory aqui , mas reitero: é um dos blogs mais interessantes sobre quadrinhos na atualidade. O Luigi Rocco, que também é cartunista/caricaturista, vem fazendo um trabalho fantástico de resgate das tiras clássicas nacionais,  publicadas - em sua maioria - em jornais espalhados pelo território brasileiro no decorrer do século XX. Grande parte desses jornais já não existe mais, o que torna esse projeto ainda mais pertinente e trabalhoso. Vida longa ao Tiras Memory...
Além de exaltar o blog, também quero deixar registrada minha felicidade ao ver a tira do Arbustinho, personagem criado pelo artista Edú na primeira metade dos anos 60 para o Diário de S.Paulo. Fiquei tão contente com essa "caçada" magnífica do Rocco, que imediatamente mandei o link para o e-mail do Edú, que não está nas redes sociais. Vejam a resposta dele, abaixo:

Marcos,
Muito obrigado por me mostrar esse material.
Infelizmente, ao longo dos anos, eu o perdi e, confesso,
foi muito emocionante reaver os primórdios de minha
longa carreira.
Valeu mesmo...  
Grande e forte abraço!

Edu


Agradecimentos todos para o Rocco, e merecidamente. Eu também aproveito e o agradeço por ter usado como base para o perfil do artista no mesmo post, a entrevista com o Edú que fiz para os Colecionadores de HQs, acompanhado do respectivo link. Valeu!

9 de outubro de 2017

Foto do Mês: Keith & Angus

Essa eu pesquei de uma nota da Whiplash: em plena turnê "No Filter" pela Europa, os Rolling Stones tiveram a ilustre visita hoje (09/10), em Dusseldorf, Alemanha, do guitarrista do AC/DC Angus Young! A foto acima, para a posteridade, foi postada por Keith Richards em seu perfil oficial no Twitter!

https://twitter.com/officialKeef?ref_src=twsrc%5Etfw&ref_url=https%3A%2F%2Fwhiplash.net%2Fmaterias%2Fnews_774%2F271347-rollingstones.html

FLIQ no Colecionadores de HQs

Eu e o Frigo. ( foto de Letícia Massolini com efeitos de Augusto Minighitti)
Depois da visita ao II Festival Limeirense de Quadrinhos, postada aqui com pompa e circunstância, consegui replicar o já histórico encontro lá na minha coluna "Alma de Almanaque" do site Colecionadores de HQs, mais um canal mantido pelo elétrico Renato Frigo, sem fins lucrativos e com o intuito de unir colecionadores, fãs e pesquisadores da Nona Arte. O conteúdo ficou bem parecido com o post aqui do blog, mas com a adição preciosa de imagens meticulosamente editadas pelo Frigo, o conjunto todo ficou ainda mais condizente com o clima de amizade e camaradagem proporcionadas in loco no Festival. Segue o link:


3 de outubro de 2017

Tom Petty ( 1950-2017)

Ontem, a notícia de que Tom Petty havia sofrido um infarto e estava em coma no hospital deixou muita gente perplexa nas redes. Afinal, o compositor/cantor e multi-instrumentista americano estava em plena atividade ( o último show foi no dia 25/09) aos 66 anos e não demonstrava cansaço dos palcos. O baque da notícia ficou ainda mais intenso quando notícias desencontradas da mídia internacional ora informavam que o músico estava em coma, ora informavam que ele havia falecido. Esse desencontro só acabou quando um comunicado oficial da família à noite confirmou seu falecimento. A partir daí, uma enxurrada de mensagens dos fãs, amigos e colegas da música inundou a internet, comprovando o quanto Tom Petty é querido e tem prestígio no meio musical. Eu ouvi muito Tom Petty na vida - todas as fases - e para mim ele, tanto solo como ao lado dos Heartbreakers, sempre manteve a qualidade de suas composições e arrisco dizer que sua guitarra até melhorou com o tempo ( adoro a fase "90" com solos e riffs a rodo). Os três primeiros discos são colossais e trazem um som mais cru, misturando suas influências de Elvis, rock estradeiro, country, Bob Dylan e Byrds. No correr dos 80 e 90, Petty misturou suas influências com experimentações pops e ganchos que grudavam no ouvido - entre as experiências vale lembrar da parceria com Dave Stewart dos Eurythmics no meio dos 80, quando compôs um pop rock lisérgico com direito à clipe no País das Maravilhas ( Dave no cogumelo com narguilé e Petty "Chapeleiro Louco" ficaram na memória coletiva da década). A união mágica ocorrida no final dos 80 , início dos 90, batizada de Traveling Wilburys, supergrupo que uniu Tom Petty, Bob Dylan, Roy Orbison, George Harrison e Jeff Lynne foi uma das melhores coisas na música ocorridas naquele período - os hits se avolumaram e todos se sentiram muito bem na banda. Pena que Roy Orbison faleceu no mesmo ano de lançamento do primeiro trabalho, esvaziando o projeto, que ainda teve uma sobrevida com um segundo disco, também muito bom, mas com mais destaque para composições de Dylan. Entre o primeiro e o segundo disco dos Travelin, Tom Petty compôs aquela que iria ser sua música mais conhecida, " Free Fallin''" . O compositor adentrou o novo século com shows mundo afora ( e o Brasil, infelizmente, de fora), prêmios e participações cada vez mais frequentes em shows alheios ( e vice-versa). Ontem, a comoção foi profunda, dolorosa, porque Tom Petty partiu de repente, sem tempo para despedida. Suas músicas, que nunca saíram de nossas trilhas, continuarão firmes e fortes como sempre, e mais intensas do que nunca.

https://www.youtube.com/watch?v=3K3QqNiuHsU

https://www.youtube.com/watch?v=ig8g38GhKjY

https://www.youtube.com/watch?v=1lWJXDG2i0A

https://www.youtube.com/watch?v=h0JvF9vpqx8

https://www.youtube.com/watch?v=xqmFxgEGKH0

https://www.youtube.com/watch?v=s5BJXwNeKsQ

https://www.youtube.com/watch?v=gqYZLNMDVJc

https://www.youtube.com/watch?v=Kw2topZYXrA




29 de setembro de 2017

Baú do Malu 72 : Adesivos do "Homenzinho Azul" de Cotonetes ( anos 80)


Essa cartela com 4 adesivos do icônico personagem dos comerciais de Cotonetes Johnson estava no fundo de uma caixa de sapato aqui em casa e pertence ao acervo da minha esposa Cris. Não sei se ela adquiriu comprando o produto ou se foi na época em que trabalhou na Lintas ( depois MPM Lintas e depois Lowe), a agência que criou esse simpático protagonista animado. Mais precisamente, o personagem foi criado em 1978, dentro da agência Lintas, por Edmar Salles e animado por Walbercy Ribas, da produtora Start Anima de Desenhos Animados. Foi um sucesso imediato e duradouro ( mais informações e o primeiro vídeo produzido para a marca no link abaixo)

http://mundodasmarcas.blogspot.com.br/2008/01/homenzinho-azul-cottonete.html

Laudir de Oliveira ( 1940-2017)

divulgação/Chicago
Neste mês de setembro faleceu um dos grandes músicos brasileiros, o percussionista Laudir de Oliveira, que fez fama no exterior e tocou com astros do jazz, da bossa, do rock e do pop. Além de membro fixo da banda Chicago por muitos anos ( uma de suas participações no link abaixo), tocou também com Joe Cocker ( logo no primeiro LP!), Chick Corea, Lee Ritenour, Sergio Mendes, Marcos Valle, Flora Purim, The Jacksons, Gerry Mulligan, entre outros. No Brasil, além de ter participado da primeira formação do Som Imaginário ( onde passou a bola para o amigo Naná Vasconcelos) e da  Sagrada Família com Luizinho Eça, tocou com Milton Nascimento, Hermeto Pascoal, Paulo Moura, Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia, e tantos outros. Depois de mais de vinte anos lá fora, voltou há um tempo atrás para sua terra natal, Cacique de Ramos ( RJ), onde na juventude teve aulas relâmpagos com o mestre Moacir Santos e conheceu Baden Powell, Pixinguinha e João da Baiana, amigos da família. Estava em plena atividade e faleceu tocando, em um show em Olaria/RJ no dia 17/09. Pelo menos estava fazendo uma das coisas que mais gostava na vida. Adeus, mestre Laudir!

Links

Com Som Imaginário https://www.youtube.com/watch?v=GJBbDh5aebc

Com Chicago  https://www.youtube.com/watch?v=zlgpWhsEq3k

Com Chicago  https://www.youtube.com/watch?v=BXY2YKjXJ2Q

Com Sergio Mendes & Brasil 77 - https://www.youtube.com/watch?v=_JdHzIo6Rko

Com The Jacksons   https://www.youtube.com/watch?v=ULWjDOvEii4

Com Gilberto Gil  https://www.youtube.com/watch?v=BP_JAIYqiaI 

Com Marcos Valle ( e membros do Chicago) https://www.youtube.com/watch?v=qUWXuzHEn6Q

Em show no Brasil (2014) https://www.youtube.com/watch?v=csvAPgkuRnI




27 de setembro de 2017

II FLIQ - Feras do traço e festa dos quadrinhos em Limeira

Com o  "anfitrião" Renato Frigo
O fim de semana que passou foi especialíssimo. Além do show do Geraldinho Azevedo, já postado aqui, tive a oportunidade no domingo de viajar até Limeira com a family para prestigiar o II FLIQ ( Festival Limeirense de Quadrinhos) , organizado pelo amigo Renato Frigo. Embora com menos atrações e com menos público que no sábado,  curti demais o evento, que como bem disse o caricaturista Erico San Juan em um jornal local, promete se transformar em um polo dos quadrinhos no interior, assim como Piracicaba é para o cartum. Minha família adorou também, principalmente pela receptividade e simpatia com que foi recebida pelos artistas e profissionais convidados. Logo de início já topei com o lendário Marcatti, o "artesão dos quadrinhos brasileiros", que faz toda a produção e impressão de seus projetos artesanalmente em casa, e com o anfitrião Renato Frigo, responsável por toda a organização e logística do evento; na sequência só feras no caminho: Augusto Minighitti ( desenha muito!!), Pedro Mauro ( desenha muito!!2), Breno Ferreira ( de Limeira, tem um estilo muito próprio), Floreal Andrade ( meu amigo de muitas histórias, autor da série "Subúrbio" , emocionante, passional, antológica, sempre na medida), Spacca ( a sua humildade e generosidade vem na mesma proporção da sua importância para as HQs brasileiras). Aliás, com Spacca, Floreal e o editor Paulo Batista, que conheci no evento, saiu uma conversa mui substanciosa, que misturou Hilde Weber, Revista Animal, Carlos Lacerda, Tribuna da Imprensa, Lira Paulistana e Kães Vadius. Numa sala próxima, Celsão Comic Hunter e suas "raridades a rodo"; e lá no fim do corredor, a estande da Editora Noir ( com muitos e muitos lançamentos, incluindo o último projeto do "trator" Gonçalo Jr., sobre a vida do compositor Vadico. Gonçalo devia virar tese universitária pela sua rapidez e qualidade na escrita, um lançamento a cada dois, três meses! ) e da Abril - Paulo Maffia, presente, claro, lançando especialmente no FLIQ, o novo álbum capa dura da série dos "patos" com desenhos de Don Rosa. Nas andanças pude conhecer jovens talentos do traço e da literatura, quase todos do interior do Estado de SP e também um estande muito interessante - com mais raridades "brilhando" para meus olhos de colecionador -, da Comic City, loja situada em Campinas. Essas revistas raras e os autógrafos eu posto em uma outra oportunidade aqui no blog. Por enquanto fiquemos com as fotos tiradas pela minha filha Leticia, (acima e abaixo) e a galeria completa organizada e clicada pelo Augusto Minighitti, que além de estraçalhar no traço, é gente boa pra caramba e soube com precisão captar o clima festivo e de amizade proporcionado pelo II FLIQ ( muitos amigos só vieram no sábado). Valeu, Renato Frigo!

Com o "chapa" Floreal Andrade

Com Augusto Minighitti, o cara.

Com  o grande João Spacca

Álbum:

https://www.facebook.com/minighitti/media_set?set=a.10210369227135273.1073741879.1480491789&type=3&comment_id=10210381502722155&notif_id=1506484714196096&notif_t=comment_mention

25 de setembro de 2017

Geraldo Azevedo no Sesc Pinheiros ( 23/09/2017)


Geraldo Azevedo é um dos artistas da minha lista de preferidos que eu ainda não tinha visto ao vivo. No sábado, fui com os filhos e a patroa assisti-lo no Sesc Pinheiros, por preço módico de associado. E como eu gostei de ter ido! Se eu já desconfiava que Geraldinho era poeta dos bons, violonista dos melhores e vocalista que mantém a mesma qualidade por anos, ao vivo pude comprovar essas impressões. Fez um show de primeira, com algumas surpresas, cercado de uma banda competente e cheia de swing ( Banda Acústica). O baterista tinha um pé ( e as mãos) no jazz; o flautista/trompetista, diretor do show, super novo, mas com a firmeza necessária para acompanhar Azevedo na intrincada "Bicho de Sete Cabeças" ( já ouvi em muitos vídeos e discos, mas essa versão ao vivo, com direito a duelo entre os músicos, ficou matadora); o baixista cool até o osso; o guitarrista, canhoto, quase levitava em alguns solos; e o tecladista, discreto, mas que preencheu todos os vazios com muita sensibilidade. Três momentos que eu quase caí da cadeira: "Dia Branco" em versão bossa-nova; "Chorando e Cantando" logo no início, mantendo a força arrebatadora de uma das canções mais sensíveis feitas pelo pernambucano ( e das maiorais na lista minha e da minha esposa) e Sabor Colorido, perfeita na execução. Um show excelente, com pouco falatório e muita emoção. Geraldo Azevedo, mesmo cansado da apresentação anterior no Rock in Rio ( com Zé Ramalho e Elba Ramalho) fez um show digno de sua extensa carreira.

Aproveito o post para compartilhar um disco ao vivo do Geraldinho ( já dos anos 90) que eu adoro escutar , com uma gravação bem limpa,  e que eu conheci em CD no lançamento:



Fachada do Cine Central em São Caetano

O Cine Central, primeiro cinema de São Caetano, foi fundado em 1922 na Rua Perrella, atual Bairro Fundação, por Loris Balbo Santarelli ( avô de Atilio Santarelli, um dos que mais lutam pela preservação da memória da sétima arte no Estado de São Paulo). Encerrou as atividades em 1949 e na sequência vieram os Correios e o Ministério Público. Foi demolido em 1994 mas um pouco antes teve sua fachada preservada. E aí está ela nas fotos, ainda bonita, ainda vistosa, mas com pichações e desgastes em várias partes. pelo menos não foi arrancada dali.
Em tempo: dos imóveis que abrigavam os antigos cinemas de rua da região do ABC, quase todos estão ou abandonados ou descaracterizados completamente. O Cine Teatro Carlos Gomes, em Santo André estava em processo de revitalização, mas não sei em que pé ficou essa história. O imóvel do Cine Vitória, na Rua Baraldi em São Caetano está em estado lastimável. Outros cinemas viraram casas noturnas. E assim segue a carroça ladeira abaixo. Triste.





22 de setembro de 2017

Vô Ricardo 110 anos


Meu vô Ricardo estaria com 110 anos em 2017. Sua arte e sabedoria ainda embeleza minha vida. Quadros, apetrechos, ferramentas, vestimenta, chão. Meu vô deixou marcas profundas na vida de muita gente - sempre com simplicidade, suór e benevolência. Na minha, nem se fala! Obrigado, VÔ!!